Foi identificada uma forma não óbvia de detetar o risco de doença cardíaca

A mamografia de rotina, utilizada para a deteção precoce do cancro da mama, pode também revelar riscos para o coração e para os vasos sanguíneos. Foi o que demonstrou um estudo apresentado na conferência da Radiological Society of North America (RSNA).

Os investigadores dos EUA descobriram que os exames normalizados mostram frequentemente depósitos de cálcio nas artérias da mama e que a sua presença está associada a uma maior probabilidade de futuros ataques cardíacos, acidentes vasculares cerebrais e insuficiência cardíaca.

A análise dos dados de mais de 10.000 mulheres mostrou que cerca de uma em cada cinco mulheres apresenta calcinose já no primeiro exame mamográfico. E não era apenas o facto da sua presença que importava, mas também a dinâmica: o risco de eventos cardiovasculares graves era significativamente mais elevado nas mulheres cujos depósitos de cálcio aumentavam ao longo do tempo. Em alguns casos, registou-se uma progressão notável no espaço de um ano.

De acordo com os cientistas, a mamografia não requer radiação adicional nem custos financeiros. Os autores observam que, se os dados sobre a calcinose arterial forem incluídos por rotina nos achados radiológicos, podem tornar-se um sinal precoce para a avaliação do risco cardiovascular – verificando a tensão arterial e os níveis de colesterol e iniciando medidas preventivas muito antes do aparecimento dos sintomas.

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