No entanto, até à data, os verdadeiros especialistas ganham num ponto importante – os médicos podem avaliar visualmente um paciente, ouvi-lo, registar sinais caraterísticos de doenças e tirar conclusões importantes, disse à NSN a nutricionista Margarita Koroleva.
Foi assim que comentou a notícia de que a rede neural GigaChat da Sber passou no exame de dietética da I.M. Sechenov First Moscow State Medical University. Koroleva sublinhou que este facto é um indicador de que, no futuro, é possível que os verdadeiros nutricionistas sejam completamente substituídos por uma rede neural.
“Se colocarmos no computador tudo aquilo de que o doente se queixa, que genética tem, que pais teve, que tipo de estilo de vida levou, a partir da idade zero, onde nasceu, que produtos são apropriados e maximamente adequados para ele geneticamente e quais os que são contrários, provavelmente a rede neural acabará por suplantar a audiência médica”, concordou. – Se a rede neuronal aprender a trabalhar individualmente com cada doente, tiro-lhe o chapéu.
Ao mesmo tempo, a nutricionista observou que a inteligência artificial ainda não pode cobrir todos os aspectos da saúde humana, o que é importante para um tratamento completo.
Incluindo muitos pormenores relativos às caraterísticas individuais das pessoas. Assim, o médico avalia a aparência de uma pessoa, pode ouvir as suas queixas pessoalmente, identificar caraterísticas ocultas e sinais de alguns problemas, explicou Koroleva. Essas nuances só podem ser percebidas por uma pessoa – tanto na aparência como na fala do paciente, e nisso as redes neurais ainda estão a perder, concluiu.

